Brincadeira medonha
que fustiga os braços.
Adedonha!!
e seus dedos de aço.
Temera o cabeludo
diante à fúria dos algozes
de dedos parrudos
e falanges ferozes.
Toda fúria liberada
no membrinho seco,
a cada lapada
ficavam dois dedos.
Três dedos, quatro dedos...
o cabeludo em desespero,
cinco dedos, uma palma...
ele sentia na alma.
Brincadeira medonha
que fustiga os braços,
Adedonha!!
E seus dedos pesados.
Com os braços feridos,
o corpo magro dolorido
e a garganta rouca
de tantos os gritos.
Tanta pena me deu,
tanta pena eu tenho,
desse amigo meu,
chamado Stênio.
( Carlos Ítalo Nogueira Alves)
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