segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Tudo Errado

Ferido, destituído de tudo,
forças, nervos, cérebro cascudo.
Sopra o vento, algo muito estranho,
brisa de ferro, mercúrio, estanho...

Diferente dos outros dias,
era chuva de pedras de ouro,
que ninguém ver podia,
corrente do rio de fogo.

Era tudo muito torto!!
A madeira de brilho raro,
o ouro de brilho morto,
onde comiam barro,
bebiam muito soro.

Ouço gritos,
calam-se os grilos.
Gritam, gritam,
gritam, gritam.

O calor sufocante,
a água escaldante,
choram cientistas,
lamentam estudantes.

( Carlos Ítalo Nogueira Alves )

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Venha me colonizar

O vento chama seu nome,
A praia grita! Chora copiosamente.
Meus ouvidos saciam a fome
da boca, da língua e dos dentes.

Os pés afundam, na areia fria,
molhados pela água do mar,
minha alma afunda todos os dias
molhada pela mágoa do amar.

Venha me descobrir,
mostre ser aventureira.
É chegada a hora de partir
para a terra brasileira.

Navegue nesse mar,
que clama para ti levar,
para longe da terra seca,
o vento vai nos guiar.

Venha me colonizar!!
Mas não por explorar.
Se quiser vir, quiser me amar,
Terá mesmo que povoar.

Pois por exploração,
terei de certo o sofrimento,
virando uma nação
de fraco desenvolvimento.

Se quiserem me partir,
por favor, não queira.
Se não vier, vou te descobrir
de jangada brasileira.