Voando, a ianque veio do norte,
abri a porta e a jovem entrou sorrateira,
Disse-me que eu estava com sorte,
Que me queria amar de qualquer maneira.
Mas a sua beleza escondia o perigo,
Toda cheia de cores e com rosto sorridente,
Fez do seu belo corpo o meu abrigo
Então logo de suas curvas fiquei dependente.
Ao som de trovas do rádio antigo,
Passávamos juntos, todos os dias e as noites,
Porém de ímpeto veio meu castigo,
Como de um belo chicote vêm os açoites.
Da boca que saia o doce beijo,
Agora saem palavras de baixo calão,
Os meus olhos, nesse ensejo,
Não vêem mais brilho, apenas escuridão.
Ela cria em mim gosto e desejo,
Contudo me sinto cada vez mais sufocado.
Não têm mais estrelas pelo que vejo!
E sinto calor mesmo sem tê-la ao meu lado.
Quero colocar um ponto final nisso,
Deixar-la-ei, mesmo tendo toda única beleza.
Afinal já tenho um novo compromisso,
Amanhã, na minha casa, visita-me a chinesa.
(Carlos Ítalo Nogueira Alves)
domingo, 25 de abril de 2010
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