O que dizer da flor?
O que queres de mim?
Se ao teu lado estou,
rosa, lis, margarida, jasmim.
Sou o teu calice,
envolvo-te nas sépalas.
Tu és a minha corola
de coloridas pétalas.
Protejo e guardo-a
enquanto não desabrocha,
mas chegará o tempo
que como outra, debocha.
O meu verde não terás,
chamarás toda a atenção
com o perfume a inebriar
a mais profunda sedução.
Então a poesia está feita,
toda aberta ao polinizador
que sugará toda a seiva
sem ti oferecer o amor.
Provará do teu néctar,
acabará o teu pudor.
Dorme e não desperta.
O que dizer da flor?
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Linda Cearense dos XVIII aos XIX Anos
Teu beijo é mais doce
do que o Cariri,
então, me jogo para ti
como no porto, Aracati.
Tua pele o algodão
branco em Fortaleza.
Eu carne, o sertão,
diante da tua beleza.
Alimente a minha revolução
com a maciez da tua tez,
aproveitando-me da secessão
que houve entre vocês.
Sou quem melhor te faz
O teu primeiro amor,
o teu Aquiraz.
Preciso de ti demais.
Sua rejeição a mim,
amarga como o café,
como se eu mastigasse
o maciço de Baturité.
Nunca mais Aracati,
não mais Fortaleza,
quanto menos Cariri
para a nossa tristeza.
( Carlos Italo Nogueira Alves)
do que o Cariri,
então, me jogo para ti
como no porto, Aracati.
Tua pele o algodão
branco em Fortaleza.
Eu carne, o sertão,
diante da tua beleza.
Alimente a minha revolução
com a maciez da tua tez,
aproveitando-me da secessão
que houve entre vocês.
Sou quem melhor te faz
O teu primeiro amor,
o teu Aquiraz.
Preciso de ti demais.
Sua rejeição a mim,
amarga como o café,
como se eu mastigasse
o maciço de Baturité.
Nunca mais Aracati,
não mais Fortaleza,
quanto menos Cariri
para a nossa tristeza.
( Carlos Italo Nogueira Alves)
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