Deusa da inspiração,
o que faço para lhe conquistar?
Transformar-me em versos
para que você possa fitar?
Minha alma carece,
clama pelo seu beijo,
esse é o meu sonho;
você é o meu desejo.
Mas se não for possível,
não temo e peço escusa,
são suas formas como tal,
perdoe a inocência que acusa.
A timidez é dificil
de se enfrentar.
o medo do seu não,
preciso afrontar.
O que eu sou,
está apenas na sua mão,
poeta do amor
ou da maldita solidão.
Meu poema
emana bastante paixão,
digno apenas de ser seu,
minha deusa da inspiração.
Você veio e me depertou
uma cadeia de emoções.
Sua beleza me iluminou,
exaltando as perfeições.
Seu belo jeito charmoso
tem uma essência imperial,
tem como enlevo
uma beleza colossal.
Seu olhar sobranceiro
fascina no instante,
é um tiro certeiro,
penetrante e fulminante.
Penso em você
que mesmo sem me querer,
vejo nos seus olhos
o meu lípido alvorecer.
Talvez não goste de poesia,
mas falo a verdade,
você é mistura de fantasia
com a mais pura realidade.
Qual a minha possibilidade?
Poderá ser a solidão
e tê-la apenas, meu amor,
como a deusa da inspiração.
(Carlos Italo Nogueira Alves)
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Do Chão, a Labuta do Pobre
Olhem para mim,
julguem-me inoperante,
mostrar-lhes-ei o jardim,
seus seres ingnorantes.
No peito sem medalhas,
também palpita um coração.
Venham seus canalhas
joguem-me no chão.
No chão sem dinheiro,
no chão sem perdão.
No chão do terreiro,
chão do escalão!!
Venho dos ermos,
das víceras do sertão.
Somos todos os mesmos,
mas eu sem graduação.
As dívidas me devem
o dever do Estado,
dividas que também
elegem deputados.
Sou um assalariado
que sofre com fome.
Eu sou batizado,
mas não sei escrever meu nome.
O mercado é exigente,
quer homens experientes.
Quer empregados
apenas os seus clientes.
Todos tem a sua hora
e um dia vocês verão
que labuto para o chão
para o qual todos irão!
(Carlos Italo Nogueira Alves)
julguem-me inoperante,
mostrar-lhes-ei o jardim,
seus seres ingnorantes.
No peito sem medalhas,
também palpita um coração.
Venham seus canalhas
joguem-me no chão.
No chão sem dinheiro,
no chão sem perdão.
No chão do terreiro,
chão do escalão!!
Venho dos ermos,
das víceras do sertão.
Somos todos os mesmos,
mas eu sem graduação.
As dívidas me devem
o dever do Estado,
dividas que também
elegem deputados.
Sou um assalariado
que sofre com fome.
Eu sou batizado,
mas não sei escrever meu nome.
O mercado é exigente,
quer homens experientes.
Quer empregados
apenas os seus clientes.
Todos tem a sua hora
e um dia vocês verão
que labuto para o chão
para o qual todos irão!
(Carlos Italo Nogueira Alves)
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