Noite, todavia nunca fria, encontro-me ausente
do corpo que vivo há vinte e um anos.
Estou com a minha amada, divino presente,
pessoa que talvez ainda não conheça, mas amo!
Uma mulher distante nesse momento eterno,
porém tão próxima que sinto o seu calor,
ardente verão dentro de um frio inverno.
Como pederemos entender esse amor?!
Espero muito o momento de acariciá-la,
soprar no seu ouvido o quanto a esperei,
beijá-la languidamente na boca, apixoná-la.
Na felicidade, ela será a rainha e eu, o rei.
Não a conheço, mas ela é muito bela, linda!
Na Grécia antiga, seria a própria Afrodite.
Quando chegar à porta: seja bem-vinda,
por muito tempo a amei e esperei, acredite.
Gostaria de apresentá-la aos meus amigos,
andarmos de mãos dadas por todos os lugares,
porém, apesar dela ser presente, não está comigo.
Estou ansioso em conhecê-la, trocarmos olhares.
São muitos os momentos que estou triste,
sem motivo algum para esse sentimento.
Preocupo-me, será que algum problema existe
na vida da minha amada? Muito lamento!
As vezes, fico pensando no que esteja fazendo,
fico logo com ciúmes, mudo o pensamento
para esquecer essas 'lembranças'. Estou vendo,
não tem jeito; você será minha no certo tempo.
Existe uma ligação profunda, entre nós dois,
estabelecida desde a nossa criação, eu sinto.
Tudo que acontece contigo, vem a mim depois,
como uma ligação feita pelo Criador Divino.
(Carlos Ítalo Nogueira Alves)
segunda-feira, 30 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Brincadeira Medonha
(Dedicatória ao amigo Stênio)
Brincadeira medonha
que fustiga os braços.
Adedonha!!
e seus dedos de aço.
Temera o cabeludo
diante à fúria dos algozes
de dedos parrudos
e falanges ferozes.
Toda fúria liberada
no membrinho seco,
a cada lapada
ficavam dois dedos.
Três dedos, quatro dedos...
o cabeludo em desespero,
cinco dedos, uma palma...
ele sentia na alma.
Brincadeira medonha
que fustiga os braços,
Adedonha!!
E seus dedos pesados.
Com os braços feridos,
o corpo magro dolorido
e a garganta rouca
de tantos os gritos.
Tanta pena me deu,
tanta pena eu tenho,
desse amigo meu,
chamado Stênio.
( Carlos Ítalo Nogueira Alves)
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