segunda-feira, 30 de março de 2009

Futura Bem-Amada

Noite, todavia nunca fria, encontro-me ausente
do corpo que vivo há vinte e um anos.
Estou com a minha amada, divino presente,
pessoa que talvez ainda não conheça, mas amo!

Uma mulher distante nesse momento eterno,
porém tão próxima que sinto o seu calor,
ardente verão dentro de um frio inverno.
Como pederemos entender esse amor?!

Espero muito o momento de acariciá-la,
soprar no seu ouvido o quanto a esperei,
beijá-la languidamente na boca, apixoná-la.
Na felicidade, ela será a rainha e eu, o rei.

Não a conheço, mas ela é muito bela, linda!
Na Grécia antiga, seria a própria Afrodite.
Quando chegar à porta: seja bem-vinda,
por muito tempo a amei e esperei, acredite.

Gostaria de apresentá-la aos meus amigos,
andarmos de mãos dadas por todos os lugares,
porém, apesar dela ser presente, não está comigo.
Estou ansioso em conhecê-la, trocarmos olhares.

São muitos os momentos que estou triste,
sem motivo algum para esse sentimento.
Preocupo-me, será que algum problema existe
na vida da minha amada? Muito lamento!

As vezes, fico pensando no que esteja fazendo,
fico logo com ciúmes, mudo o pensamento
para esquecer essas 'lembranças'. Estou vendo,
não tem jeito; você será minha no certo tempo.

Existe uma ligação profunda, entre nós dois,
estabelecida desde a nossa criação, eu sinto.
Tudo que acontece contigo, vem a mim depois,
como uma ligação feita pelo Criador Divino.

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

domingo, 22 de março de 2009

Brincadeira Medonha

(Dedicatória ao amigo Stênio)

Brincadeira medonha
que fustiga os braços.
Adedonha!!
e seus dedos de aço.

Temera o cabeludo
diante à fúria dos algozes
de dedos parrudos
e falanges ferozes.

Toda fúria liberada
no membrinho seco,
a cada lapada
ficavam dois dedos.

Três dedos, quatro dedos...
o cabeludo em desespero,
cinco dedos, uma palma...
ele sentia na alma.

Brincadeira medonha
que fustiga os braços,
Adedonha!!
E seus dedos pesados.

Com os braços feridos,
o corpo magro dolorido
e a garganta rouca
de tantos os gritos.

Tanta pena me deu,
tanta pena eu tenho,
desse amigo meu,
chamado Stênio.

( Carlos Ítalo Nogueira Alves)