sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Lembranças de um Fururo

Saiba que eu a quero,
são tuas as minhas poesias.
Todo tempo que for, espero,
você virá como o messias.


Irá tirar-me da solidão
e colocar no seu leito,
um altar de amor, de paixão
do gesto, beijo e jeito.


Você ainda não sabe,
talvez mantenha ilusões,
interferir não me cabe,
porém tomarei decisões.


Não para persuadir, dizer
que sou o que procura,
contudo para lhe trazer,
com o meu amor, a cura.


Saberei quando a encontrar,
pois, por favor, diga-me quem
poderá, com o meu jeito, aguentar?
Só você, linda, e mais ninguém.

Melhor são as "lembranças do futuro"
do que as indecisões do meu passado,
que me trazem o ressentimento duro,
poucos tempos vividos e maus bocados.

Quando você ler esse poema lírico,
vai saber de imediato a sua condição.
O seu belo corpo agora está rico
de perfumes e ávido por minha mão.

Simplesmente eu sou teu
poeta, músico, desenhista e pintor.
Sou o que de mim quer seu
carinho, companhia, prazer e amor.

( Carlos Ítalo Nogueira Alves)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Intervalo Meu

Esse poema sem rima
é para mostrar que a minha
inspiração limitou-se a nada,
chega daquelas idealizações!

Nada posso fazer diante
a tudo isso que foi imposto,
sem uma musa inspiradora
não posso mais escrever.

Não seria uma despedida,
mas é um irritante intervalo,
não estou acostumado a isso!
Mas o desenho será a fuga.

Irei esperar até chegar
o momento certo e único,
Em que a poesia virá
a ter mais valor para mim.

Que não fique apenas como
um ilusório sentimento
por pessoas contida apenas
na minha pobre imaginação.

Aqui a minha poesia morre,
aqui minha imaginação
se ocupará com o mundo real.
Chega de versos rimados!!

Irei esperar renascer,
irei esperar o momento...
momento que renasça!!
Eu, a poesia e ela.

( Carlos Ítalo Nogueira Alves)

sábado, 6 de dezembro de 2008

Mulher, Cometa

Garota mais do que bela,
menina da capa de revista,
encena as minhas novelas,
mesmo dormindo é artista.

Diz bastante mesmo calada,
imóvel ainda é dinâmica,
na sua solidão é amada.
Mulher meiga, panorâmica.

O infinito a sua volta,
é o beijing do planeta.
O que mais nisso revolta
é não alcançar o cometa.

Esse é tão brilhante
que atrai todas as atenções,
gera e mim, bastante,
as mais ciumosas tensões.

Como eu posso alcançar
essa velocidade incrível,
se eu para o seu olhar
tenho continuado invisível?

Sua gravidade me chama
aos corpos juntarmos,
assim como a sua chama,
para adjacentes estarmos.

Mas você é muito rápido
e na obscuridade do espaço
cada vez me deixa mais ávido
da força, do beijo, do abraço.

Espero então você retornar,
cruzar com o meu planeta,
com maior massa vou estar
e atraio você, mulher, cometa!

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Minhas Infidelidades

Por que você demora?
Quero vê-la bem perto
de mim aqui e agora,
Venha logo está certo?

Por favor, não me deixe,
estou pensando em você,
isso, vai, nossa, me beije,
em ti quero me perder.

Desejo ouvir a sua voz,
adentrar na sua vida,
vivendo o amor em nós,
sua chegada sem partida.

Quero te fazer serenatas,
envolvê-la em meus braços.
Sua ausência me maltrata,
amaremo-nos sem cansaço.

Exímio artista, não sou,
mas o pouco que tenho é seu,
e não daquela que me usou,
aquela que entre nós se meteu.

Inocentemente, me apaixonei,
não presentia as verdades.
Os desenhos, poemas que dei
foram as minhas infidelidades.

Disso, muito sofria,
mas me veio a revelação,
que chegaria o dia
do despontar da paixão.

Desde então eu a guardo,
não quero a pessoa errada.
Até muito tempo eu aguardo
sua chegada, pessoa exata.

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O que dizer da flor?

O que dizer da flor?
O que queres de mim?
Se ao teu lado estou,
rosa, lis, margarida, jasmim.

Sou o teu calice,
envolvo-te nas sépalas.
Tu és a minha corola
de coloridas pétalas.

Protejo e guardo-a
enquanto não desabrocha,
mas chegará o tempo
que como outra, debocha.

O meu verde não terás,
chamarás toda a atenção
com o perfume a inebriar
a mais profunda sedução.

Então a poesia está feita,
toda aberta ao polinizador
que sugará toda a seiva
sem ti oferecer o amor.

Provará do teu néctar,
acabará o teu pudor.
Dorme e não desperta.
O que dizer da flor?

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Linda Cearense dos XVIII aos XIX Anos

Teu beijo é mais doce
do que o Cariri,
então, me jogo para ti
como no porto, Aracati.

Tua pele o algodão
branco em Fortaleza.
Eu carne, o sertão,
diante da tua beleza.

Alimente a minha revolução
com a maciez da tua tez,
aproveitando-me da secessão
que houve entre vocês.

Sou quem melhor te faz
O teu primeiro amor,
o teu Aquiraz.
Preciso de ti demais.

Sua rejeição a mim,
amarga como o café,
como se eu mastigasse
o maciço de Baturité.

Nunca mais Aracati,
não mais Fortaleza,
quanto menos Cariri
para a nossa tristeza.

( Carlos Italo Nogueira Alves)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Quando você apareceu

Era noite, nada esperava,
cabeça bem longe da Terra,
nos pensamentos me afogava,
depressa andavam as pernas.

Mas um choque aconteceu,
encontro do amor que perdeu,
aquela que ressuscitava,
agora raiou, mundo floreceu.

O coração ainda perdido,
de repente, se tornou seu.
Aquele tempo bom vivido,
quando meu olhar ao teu.

Quanto tempo, quanto...
quando nada me inspirava,
aparece na vida a estrada
da felicidade muito sonhada.

Minhas músicas são tuas,
meus versos no caderno também,
meus desenhos, olhares, pinturas,
gestos, rasuras... são do meu bem.

Meu bem que eu sei quem é,
basta saber se bem me quer!
Quero mostrar isso tudo,
alimentando o amor surto.

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Tudo Errado

Ferido, destituído de tudo,
forças, nervos, cérebro cascudo.
Sopra o vento, algo muito estranho,
brisa de ferro, mercúrio, estanho...

Diferente dos outros dias,
era chuva de pedras de ouro,
que ninguém ver podia,
corrente do rio de fogo.

Era tudo muito torto!!
A madeira de brilho raro,
o ouro de brilho morto,
onde comiam barro,
bebiam muito soro.

Ouço gritos,
calam-se os grilos.
Gritam, gritam,
gritam, gritam.

O calor sufocante,
a água escaldante,
choram cientistas,
lamentam estudantes.

( Carlos Ítalo Nogueira Alves )

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Venha me colonizar

O vento chama seu nome,
A praia grita! Chora copiosamente.
Meus ouvidos saciam a fome
da boca, da língua e dos dentes.

Os pés afundam, na areia fria,
molhados pela água do mar,
minha alma afunda todos os dias
molhada pela mágoa do amar.

Venha me descobrir,
mostre ser aventureira.
É chegada a hora de partir
para a terra brasileira.

Navegue nesse mar,
que clama para ti levar,
para longe da terra seca,
o vento vai nos guiar.

Venha me colonizar!!
Mas não por explorar.
Se quiser vir, quiser me amar,
Terá mesmo que povoar.

Pois por exploração,
terei de certo o sofrimento,
virando uma nação
de fraco desenvolvimento.

Se quiserem me partir,
por favor, não queira.
Se não vier, vou te descobrir
de jangada brasileira.

domingo, 22 de junho de 2008

Amigo Ateu

Até quando vou me humilhar
para aqueles que não me dão valor.
Diga-me por que vou chorar,
se ao meu lado está o Senhor?

- Levante a cabeça!
Eu posso conquistar o sonhado.
- Agora esqueça!
Pois com Cristo não sou humilhado.

Por que doar-me ao homem,
se Jesus por mim doou-se.
"Deus sempre faz mais",
disso nem um homem ouse.

Pensa que Deus é ilusão?
Ele nunca mentiu para mim,
sempre está comigo na "solidão",
Então, será que você é assim?!

Nunca me humilhou,
mesmo sendo Onipotente.
Nunca me deixou,
sempre está presente.

ah, amigo ateu,
pelo que vejo,
você não é inteligente.
Será que Deus é ilusão?
Não, ilusão é gente!

( Carlos Ítalo Nogueira Alves )

terça-feira, 17 de junho de 2008

Mentiroso, Disfarce

Sabia que eu preciso
do teu lindo olhar?
Do teu sorriso,
gesto e o falar.

Você nada sabe
do que eu sinto,
isso não lhe cabe,
então eu minto.

Digo que não gosto
do seu lindo jeito.
Digo que, o que faz
está sempre mal feito.

Mas que na verdade
em ti não há defeito.
Somente qualidades,
esse é o meu conceito.

Minto pra eu mesmo,
fico me enganando.
Por fora parece desprezo
e por dentro te amando.

Sei que não me quer,
por ser tão perfeita,
mais do que uma mulher,
tu és uma bela princesa.

Vou te amar.
Como vou!
Sem demonstrar
que assim sou.

( Carlos Ítalo Nogueira Alves )

Quem Eu Sou

É difícil de definir,
posso ser o amor,
posso ser o calor,
é só me pedir.

Sou escravo
de sua fantasia,
dar-lhe-ei a flor
de uma poesia.

Poesia que retratará
a sedução,
que há na mulher
de minha paixão.

Mulher essa,
que irei achar.
mas poderá
ser seu este lugar.

Farei do papel
a terra,
o céu
e o mar.

Dando-lhe,
o "beijo mais doce
do que o mel"
mais puro que fosse.

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

Luz de Deus

Quando tudo está difícil
e não há forças para continuar,
não procure os vícios,
só Jesus pode salvar.

Quando falta sorte
e o mundo está contra você.
Feche os olhos e ore forte,
veja a luz resplandecer.

É Ele que te guarda
de todos os perigos.
É Ele que te salva,
teu maior amigo.

Quando o obscuro
de repente o atingir,
crê e não se preocupa,
a luz divina vai luzir.

Tão essencial
quanto a água,
Tão essencial
quanto o ar.

É Deus no céu, na terra
e onde o crente nele estar,
cerre os olhos bem forte
e comece a orar.

Regenerará sua alma,
iluminará seu horizonte,
com a Bíblia na palma,
você irá mais longe.

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

Procura

Nessas páginas escuras
de letras alvas, brancas,
estão as minhas loucuras,
as minhas façanhas.

Façanhas de alguém
que procura o teu bem.
E como procura!
Procura a loucura,

De ter um alguém,
talvez, igual a você,
que procura também
o teu bem querer.

De página escura,
de poesia curta,
como procura!
Como procura...

Procura a cura
da tua grande dor,
que na página escura
se torna uma cor.

Enquanto procura.
Procura! Procura!!
Na página escura,
o meu grande amor.

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

sábado, 14 de junho de 2008

Esperante Força

Nada vai me impedir
de ter o que eu espero,
vou lutar até o fim
pelas coisas que quero.

Os problemas aparecerão, eu sei,
mas vou encará-los e crescerei,
tenho sede de vitórias utópicas,
tenho a força, eu vencerei.

Confio no meu Deus,
Senhor de tudo e de todos,
tudo virá por méritos meus,
superarei todos os desgostos.

Não sou apenas mais um,
que não merece alguma atenção,
ninguém é apenas mais um,
nós somos todos irmãos.

Agora, podem até me achar derrotado,
mas sou bem mais do que vêem,
vou buscar, conquistar o sonhado,
só preciso de mim e Deus ao meu lado.

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

Ausente Inspiração

Sem inspiração
será o meu fim,
a depressão
toma conta de mim.

Os versos curtos
são surtos,
que está próximo
assim.

A rima não sai
como deveria,
essa cai
na melancolia.

O cérebro não responde
morre a mente.
A palavra se esconde
frequentemente.

Os erros gramaticais
vão piorando,
não mais
estou estudando.

A perturbação é forte.
As poesias incompletas,
são penas de morte
repletas.

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

Carvoaria

Preso nas lembranças
de quando era criança.
Sem destino,
Sem infância.

Sonhava
com um futuro,
não imaginava
neste destino duro.

Faço carvão,
nosso ganha pão.
Não!!
É escravidão!

Sem estudo,
o grito é mudo.
Absurdo!
Poucos têm tudo.

Perdido no mundo,
tanto que trabalhei,
hoje sou vagabundo,
pois não estudei.

O fim dos meus dias,
tardia!
Quero me livrar
desta carvoaria.

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

Depressão

Sonhar
é o que posso fazer,
amar
sem receber.

Só derrotas
para oferecer.
Eu,
a escória do saber.

Prazer,
como descrever?
Quem você ama
pode lhe dizer.

Seus olhos
jamais vão me ver.
Eu,
a escória do ter.

A minha missão
é viver na solidão,
sem carinho,
sem geração.

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Semeador

Uma parte da semente
caiu ao pé do caminho,
outra parte da semente
sufocaram-nas os espinhos.

Outra parte da mesma
caiu sobre pedregais,
brotou, mas a raiz
era pequena demais.

Em terra boa também caiu,
essa cresceu saudavelmente,
bom fruto logo surgiu
para o semeador da semente.

A ave não comeu,
não foi sufocada,
a raiz cresceu
e foi frutificada.

O que você é?
Só você pode saber,
que seja terra boa
para a semente
se desenvolver.

( Carlos Ítalo Nogueira Alves)

Filho Pródigo

Não deixe a casa do nosso pai,
para viver dissolutamente,
pois você não vai ter paz
em um mundo imprudente.

Logo o que parecerá
ser uma independência,
com certeza, o levará
para a forte decadência.

Desejará dos porcos a alfarroba,
começará a passar necessidade,
não terá nada para pôr na boca.
Onde está a ilusória felicidade?

Então saberá dar valor
ao verdadeiro prazer do amor,
a felicidade de verdade
está na casa do nosso Senhor.

Por que arriscar?
Por que deixar o abrigo?
Será que é mesmo bom
morar com o inimigo?

Fique na casa do pai,
pois quem um dia sai,
logo está de volta
depois da derrota.

Não procure a felicidade
falsa e passageira,
tendo a eternidade
para viver a verdadeira.

E quem iludido saiu,
por favor, peço que volte,
não espere que tenha
uma daquelas más sortes.

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

Escrever

A poesia me vem por encanto,
em folha escrevo versos,
em um mavioso canto,
com temas que são diversos.

A poesia não precisa ser bela,
está ela em tudo que se ver,
só precisa gostar dela
e começar a escrever.

Uma carta de amor,
um louvor ao Senhor,
um texto cultor
para mostrar o valor.

Pode ser desmetrificada,
pode ser um soneto,
pode ser rima branca,
divididas em quartetos.

Para escrever
não tem segredo,
basta apenas perder
a vergonha e o medo.

(Carlos Ítalo Nogueira Alves)

Quarto Escuro

Grande foi minha queda
sucumbido pelo peito,
parece que perdi a guerra,
parece não ter jeito.

Quantas batalhas perdidas
quando estava tão perto,
mas estavam escondidas
as armadilhas no deserto.

De forma que não sei
quem realmente me ama,
de forma que não escuto
quem de noite me chama.

Talvez sozinha na cama
devia sonhar comigo,
na qual me recebia
não apenas como amigo.

No meio da escuridão,
quem vem me dizer:
-Te amo, te amo...
Deva ser a solidão,
porque não é você.

Nunca desisto de nada,
pego meu escudo e espada,
tentando talvez resgatar
você, minha namorada.

Mas não sei quem é!
Onde está a essa hora?
Você realmente me quer
e me quer sem demora.

Estou chegando!
Estou chegan...
Estou che......Tou...
Os olhos se cerram.

( Carlos Ítalo Nogueira Alves)