terça-feira, 17 de junho de 2008

Mentiroso, Disfarce

Sabia que eu preciso
do teu lindo olhar?
Do teu sorriso,
gesto e o falar.

Você nada sabe
do que eu sinto,
isso não lhe cabe,
então eu minto.

Digo que não gosto
do seu lindo jeito.
Digo que, o que faz
está sempre mal feito.

Mas que na verdade
em ti não há defeito.
Somente qualidades,
esse é o meu conceito.

Minto pra eu mesmo,
fico me enganando.
Por fora parece desprezo
e por dentro te amando.

Sei que não me quer,
por ser tão perfeita,
mais do que uma mulher,
tu és uma bela princesa.

Vou te amar.
Como vou!
Sem demonstrar
que assim sou.

( Carlos Ítalo Nogueira Alves )

2 comentários:

CA Ribeiro Neto disse...

Italo, essa sua poesia está ótima! A leitura flui sem se enganchar, muito boa. É difícil fazer versos pequenos como você fez, e ficar assim, com fluência!

Vou lhe atentar a duas coisinhas simples:
Você escreveu "minto para eu..." mas o certo é "minto para mim..."

Algumas vezes, você repetiu a mesma idéia em dois versos seguidos, e isso é muito difícil de fazer e deixar natural ao mesmo tempo. Dá uma olhada com carinho nisso, não é que vocÊ deva mudar essa sua poesia, mas pense nisso nas próximas que escrever!

Karl Italus disse...

Realmente existe esse erro grosseiro, mas comum pelo mau uso. O motivo é por que eu não reviso as poesias que faço, simplesmente escrevo no blog e publico.E quanto a repetição das idéias é que fiz essa poesia para ser musicada. Valeu pela correção!