quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Veracidade dos Poemas

Se minha amizade não vale nada,
de que valerá então o meu amor?
Se não a tenho nessa chegada
é por não querer perder esse meu valor.

Queria conhecer melhor a situação,
não posso andar em terra desconhecida.
Vejo no horizonte amigo a paixão,
mas já me pressiona a partida.

No coração dividido em meu peito,
o sangue corre em quatro cavidades:
A paixão, a dor, o amor e o respeito;
enquanto que dela já sinto saudade.

Quando o poema sucumbir da minha vida
é porque ele não fala mais a verdade.
Como posso mentir para minha querida,
se o meu defeito é a sinceridade?

Ser amado é o que me protege,
mas não aquela maldita solidão,
que a todos os jovens poetas elege
para fazê-los cumprir a sua missão.

Que faz da desgraça uma alegria,
enquanto deixa de sentir a paixão,
não quero escrever sobre melancolia,
apesar que isso não é uma opção.

Procuro fugir do tema
para não encarar a realidade,
pois se eu escrevo um poema,
dele transborda veracidade.

Quando, pelo início da manhã,
escuto um adeus e boa sorte.
Vem no meu pobre peito um afã
de um adeus e boa morte.

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